
A fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que chegou a 2,86 milhões de processos em outubro é reflexo, principalmente, das perícias médicas, disse o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha. Segundo ele, elas representam 50% dos casos. Em segundo lugar, cita o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade.

— Os casos de aposentadoria por idade, tempo de serviço, pensão por morte, salário maternidade, onde o cadastro está regular, seguem feitos de maneira automática. Em dois dias, se consegue sair com a aposentadoria concedida — acrescenta.
Waller reforça que a produtividade, ou seja, as liberações pelo INSS crescem, mas os novos pedidos aumentam de forma mais acelerada.
— O número de novos pedidos mensais vem crescendo mês a mês, chegando a 1,3 milhão nos últimos dois. A média era de 1 milhão — argumentou.
O tempo médio de concessão caiu a 35 dias, que, segundo o executivo, é o menor da história.
— Claramente temos um problema de perfil de pedidos. O tempo médio de concessão do Nordeste (198 dias) é o dobro do Sul e de São Paulo. Lá (no Nordeste), a grande maioria dos pedidos é BPC, que teve mudança normativa e exigiu adaptação do sistema, que precisa entrar no ar para serem concedidos.
Lembrou que a chegada de 500 médicos deve diminuir o estoque de benefícios de invalidez temporária. Também citou o comitê de crise que foi criado para diagnosticar e buscar soluções para a fila do INSS até a metade de 2026.
Colaborou Kyane Sutelo (kyane.sutelo@rdgaucha.com.br)
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
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