
Três meses depois, nem sinal de repasse no Rio Grande do Sul da redução de 14% no gás natural feita ainda em agosto pela Petrobras. Logo deve ser anunciado mais um ajuste trimestral pela estatal, sem que os consumidores gaúchos tenham sido beneficiados pelo corte anterior.
A Sulgás chegou a prever à coluna que o repasse poderia ocorrer ainda naquele mês, mas frisou que dependia da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs). Segundo a distribuidora, as informações para o cálculo ficam permanentemente disponíveis para a agência reguladora, que não diz qual o motivo da demora nem dá previsão.
A molécula de gás é um dos itens da equação de preço (pesa 50%) e a Petrobras não é a única fornecedora, diz a Sulgás. Isso significa que a diminuição não necessariamente chegaria aos 14%, mas alguma redução ocorreria. Antes da privatização da Sulgás, o repasse dos reajustes trimestrais da Petrobras ocorria muito mais rapidamente. A distribuidora foi vendida em 2021 ao Grupo Cosan.
A Sulgás vende gás para indústrias, comércios e residências. O formato mais conhecido, porém, é o gás natural veicular (GNV), tão usado por taxistas e motoristas de aplicativo, que perguntam sobre o reajuste quase que diariamente à coluna.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





