
Ex-secretário Estadual da Fazenda, Aod Cunha aponta três necessidades do Rio Grande do Sul que poderiam ter acesso a recurso barato caso Sul e Sudeste também tivessem um fundo constitucional.
- Irrigação, subsidiando o investimento nas lavouras e milho e soja. A região é a mais afetada em 30 anos por secas graves e isso traria benefício social e também econômico para todo o Brasil.
- Infraestrutura de longo prazo, como ferrovias. Poderia haver subsídio para aumento de investimentos.
- Transição energética. Ficar com geração no Nordeste e consumo no Sul faz o custo recair sobre o país todo.
— Se fosse para ter uma racionalidade parecida com o que é feito para o Norte e Nordeste, eu focaria em aumentar a competitividade para regiões com subníveis de desenvolvimento. Da mesma forma que o Nordeste é menos desenvolvido que o Sudeste e isso traz prejuízos para todo o país, a metade sul do Rio Grande do Sul tem um desenvolvimento muito desigual em relação à serra ou Porto Alegre — diz Aod.
Nordeste, Centro-Oeste e Norte têm a fonte de recurso desde a Constituição de 1988. O fundo constitucional é formado por 3% da arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda (IR). Na semana passada, foi criada uma comissão na Câmara Federal para discutir que Sul e Sudeste também tenham. Nenhum deputado gaúcho compareceu: Faltou tempo? Nenhum deputado do RS foi à criação da comissão para buscar fundo de financiamento para o Sul
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






