
O Rio Grande do Sul é o terceiro Estado com mais buscas por "Pix parcelado" no Google, mostra levantamento da empresa de tecnologia Topaz. Fica atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. No país, a pesquisa cresceu mais de 300% no último ano, totalizando 74 mil consultas no último mês de agosto. Já dá para ter uma ideia do interesse.
O curioso é que, apesar de já ser oferecido por bancos, ainda não foi regulamentado pelo Banco Central, que vem adiando o lançamento. A última previsão era setembro. Isso impede que esteja totalmente integrada ao sistema de pagamentos instantâneos.
O que as instituições financeiras têm ofertado é uma linha de crédito. O Banco Central, porém, pretende padronizar estas regras para facilitar para o consumidor e aumentar a concorrência entre os bancos.
O que é
O Pix parcelado é uma extensão do Pix tradicional, que permite dividir o valor da compra em várias parcelas, semelhante ao pagamento com cartão de crédito. A diferença é que a operação ocorre dentro do ambiente Pix, e o cliente pode escolher o número de parcelas e o prazo de pagamento.
Veja bem: é um crédito, um empréstimo ao consumidor. Portanto, existe a cobrança de juro e eventuais outras taxas. Já para os lojistas, a ideia é ter o benefício de receberem o dinheiro à vista, sem precisar pagar taxas pela antecipação dos valores, como ocorre com o cartão de crédito.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





