
Novamente, a proposta é atualizar a cobrança do Imposto de Renda por meio de descontos e não com um reajuste progressivo da tabela. Isso diminui o impacto na arrecadação tributária do governo federal, mas porque também restringe o alcance do benefício. Se fosse progressivo o aumento das faixas, diminuiria o imposto para todos dentro dos valores que compõem a renda total do contribuinte. Quem ganha R$ 8 mil, por exemplo, teria isenção até R$ 5 mil deste valor e diminuição no imposto nas demais faixas.
Ou seja, serão dois sistemas funcionando paralelamente: o das faixas progressivas e o dos descontos. O projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados precisa passar pelo Senado e ser sancionado pela presidência da República para começar a valer em 2026.
Quem não terá mudança? Quem ganha até R$ 3.036, que já é isento atualmente. Também não haverá alteração para o trabalhador que recebe acima de R$ 7.350, pois os descontos serão aplicados a rendas entre R$ 5.001 e este valor, beneficiados, mas em menor escala.
Aproveite também para assistir ao Seu Dinheiro Vale Mais, o programa de finanças pessoais de GZH. Episódio desta semana: quais são os profissionais mais desejados pelas indústrias
É assinante mas ainda não recebe a carta semanal exclusiva da Giane Guerra? Clique aqui e se inscreva.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






