
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) vê "indícios de preços abusivos" nas diárias de hotéis de Belém (PA) para a COP30, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobe o clima. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o secretário Paulo Henrique Rodrigues Pereira disse que os estabelecimentos poderão ser multados, entre outras punições, sem detalhar valores.
- O Brasil é de livre mercado. A regra é que os hotéis possam variar o preço conforme a demanda, mas a lei proíbe que os aumentos ocorram de forma abusiva - diz.
Ligado ao Ministério da Justiça, o órgão está desde junho notificando a rede hoteleira para que preste esclarecimentos. A empresa precisa apresentar o histórico de preços entre 2019 e 2024. Aumentos acima de 50% precisam ser justificados, informou a Senacon, com, por exemplo, investimentos feitos. Os relatos, porém, são de elevações muito maiores do que isso, o que chega a afastar delegações de países que planejavam vir à COP30.
- Como vocês acompanham, de fato, é uma situação que inspira cuidados. Estamos agora individualizando para identificar as condutas dos hotéis e avaliar se há algo ilegal.
Ouça a entrevista:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: o dilema do dinheiro para financiar imóveis, extinção do supermercado Nacional, ranking de atacados e mais
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)

