
O telefonema de Donald Trump a Lula foi importante para não deixar a peteca cair, ainda mais por ter partido do presidente norte-americano. Mesmo que não se tenha decidido nada, conforme a nota do Palácio do Planalto, mostra que aquela expectativa gerada na semana retrasada pode seguir de pé. Isso porque o presidente dos Estados Unidos sinalizou na Assembleia-Geral da ONU que se encontraria com o colega brasileiro na semana passada. Como a reunião não ocorreu, a nuvem de preocupação começou a escurecer novamente.
Está certo que a semana foi agitada para Trump. Além da proposta de acordo para a paz em Gaza, ele teve que lidar com o "shutdown", que paralisou atividades de governo porque o orçamento não foi aprovado no Congresso norte-americano. O assunto Brasil acabou ficando para terceiro, quarto ou quinto plano.
Foi só um telefonema, no qual o Brasil reforçou seus pedidos para redução da tarifa de 50% e retirada de medidas restritivas as autoridades daqui. Foi bom terem trocado telefones diretos e engatilhado encontros presenciais tanto entre eles próprios quanto entre seus representantes. Esperar o evento da Malásia para dar algum sinal a todos seria tempo demais, pois ocorrerá somente no final de outubro.
Por fim, o texto do Palácio do Planalto chega a citar, sem aspas, a expressão de Trump na ONU de que havia "boa química" com Lula. Aparentemente, as coisas vão bem.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: salto de trabalhadores estrangeiros, obra parada em hotel e lojas de motos indianas
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





