
Com o aumento do teto de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, 594 imóveis que estão em estoque em Porto Alegre poderão ser financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Eles somam um valor de vendas de R$ 1,096 bilhão, aumentando em 20% o número de unidades que se encaixam no crédito habitacional. O programa anunciado pelo governo federal na semana retrasada já está sendo aplicado pela Caixa Econômica Federal. O impacto no mercado gaúcho foi projetado para a coluna pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), que está lançando a campanha de vendas Imóvel Zero. Confira entrevista do presidente Claudio Teitelbaum ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.

Qual o impacto do programa do governo?
Vai além de número de unidades e de valor de vendas. É muito maior considerando o alcance que dá de acesso às famílias de classe média, o que vai gerar um movimento extra no mercado. Uma ação importante foi aumentar o máximo financiado de 70% para 80% do valor do imóvel, reduzindo a entrada necessária. Um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, exigia entrada de R$ 150 mil, valor que cai a R$ 100 mil agora. Isso aumenta o número de famílias aptas a comprar, com renda acima de R$ 12 mil (limite atual para comprar pelo Minha Casa, Minha Vida). Outro ponto é que elas ainda poderão usar os recursos do FGTS para reduzir o valor financiado para imóveis avaliados até o novo teto.
Poupança e FGTS são as fontes de dinheiro para financiar. O governo federal restringiu saques do fundo de garantia e agora tirou o depósito compulsório da poupança, então todo o dinheiro poderá ser emprestado para imóveis, sem retenção. Isso resolve o problema que travava os contratos?
Imaginamos que sim. Tem uma transição até o ano de 2027, com uma queda gradual dos compulsórios até a extinção completa, quando se poderá liberar até 100% do recurso de poupança. Junto com a possibilidade de usar o FGTS dentro do empreendimento, reduz o juro e o custo financeiro para o mutuário. Será um fôlego importante.
E tem redução de juro prevista...
Com queda da inflação, esperamos mesmo redução no juro (taxa Selic, definida pelo Banco Central). Isso vai gerar uma valorização nova do mercado imobiliário. Até por isso, nossa campanha que incentiva a compra de imóveis novos, que ficarão prontos lá por 2027, quando terá mais crédito no mercado com a mudança na regra dos compulsórios.
Ouça a entrevista completa:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: ônibus gaúcho volta à Europa, duplicação de shopping é adiada e varejo atacadista na BR-116
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





