
Quarta maior fabricante de celulares do mundo, a chinesa vivo Mobile quer expandir sua marca brasileira, a Jovi, pelo Rio Grande do Sul. Para isso, pretende entrar nas prateleiras das varejistas locais. Por enquanto, os aparelhos estão à venda nas lojas da TIM, da Claro, do Carrefour e da Casas Bahia. Fazem parte da estratégia a ação feita no Acampamento Farroupilha e a abertura do escritório em Porto Alegre.
— O gaúcho sabe do que o gaúcho precisa e construímos nossa estratégia em cima de pesquisas para saber os pontos de dor do consumidor, que se sentia mal atendido. Temos um mantra: "Quanto mais local você é, mais global você se torna" — disse o diretor de Produto da Jovi, André Varga, em entrevista ao podcast Nossa Economia, de GZH.
A vivo Mobile entrou no mercado consumidor do Brasil em maio já com uma fábrica na Zona Franca de Manaus (AM), para aproveitar benefícios de produção local e reduzir custo logístico. Criou a marca Jovi para não usar a mesma da operadora de telefonia Vivo. Com sede na China, atua em 60 países, tem sete fábricas e 500 milhões de usuários.
— O mercado brasileiro está no "top 5" em termos de demanda — enfatiza o executivo.

São cinco modelos de celulares, com preços de R$ 1,5 mil a R$ 5 mil. Os equipamentos apostam em uma boa câmera para fotos, bateria de longa duração e um pacote de serviços pós-venda que inclui da troca de capa e película a 60 assistências técnicas espalhadas pelo país.
— Independentemente da concorrência, que sempre estará aí, temos que entender o que o consumidor quer. Temos inclusive um plano de revisões do celular, como nos carros — acrescentou.
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Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: salto de trabalhadores estrangeiros, obra parada em hotel e lojas de motos indianas
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





