
O Rio Grande do Sul é o quarto Estado com mais trabalhadores estrangeiros com carteira assinada. No total, são 51.038, um aumento de 20% sobre o ano passado. Aliás, é o dobro do número que o Estado tinha em 2022. O levantamento da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) considera os dados do Ministério do Trabalho até julho.
A indústria concentra metade destes funcionários, especialmente frigoríficos. A coluna já ouviu que "sem os imigrantes, os frigoríficos parariam". Mas um grande crescimento ocorre em janeiro, quando imigrantes vêm trabalhar na safra, principalmente na de uva e de maçã, na serra gaúcha. O presidente da FGTAS, José Scorsatto, observa, inclusive, que muitos trabalhadores que vieram da Argentina acabaram ficando, certamente pela situação econômica complicada do país vizinho. Isso faz com que Caxias do Sul lidere o ranking de municípios com mais destes trabalhadores.
Aliás, os argentinos passaram os uruguaios no contingente de trabalhadores estrangeiros (veja abaixo). Ainda assim, os venezuelanos lideram de longe, seguidos pelos haitianos, que já vêm para o Brasil há alguns anos.
Principais nacionalidades
- Venezuelanos: 55% (28.158 trabalhadores)
- Haitianos: 14% (7.075)
- Argentinos: 9% (4.468)
- Uruguaios: 6% (3.124)
- Cubanos: 5% (2.436)
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






