
Enquanto a General Motors (GM) não faz a retomada total da fábrica de Gravataí e ainda não se sabe como a Toyota lidará com o impacto da sua fábrica destruída em São Paulo, a gigante chinesa Great Wall Motor (GWM) gera expectativa no varejo gaúcho. As negociações avançam para que o Rio Grande do Sul receba uma fábrica da montadora. Presidente do sindicato que representa as concessionárias no Rio Grande do Sul (Sincodiv-RS), Jefferson Fürstenau acredita que a aposta daqui seria em veículos híbridos, com mais mercado do que os elétricos.
— Teríamos um salto de vendas no Rio Grande do Sul, que hoje responde por 5% da comercialização de automóveis do Brasil — diz.

A GWM inaugurou recentemente em Iracemápolis (SP) a sua primeira fábrica no Brasil, quando já falou que pretendia ter uma segunda. Aqui no Estado, a cidade de Rio Grande tem o maior potencial. A montadora, porém, tem sido assediada por vários Estados, alguns bem agressivos em incentivos. Há duas semanas, a Assembleia aprovou uma alteração no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que reduziu a alíquota para elétricos, equiparando à carga de veículos com motor a combustão. Não era com foco específico em GWM, mas ajuda.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: salto de trabalhadores estrangeiros, obra parada em hotel e lojas de motos indianas
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





