
O governo do Estado busca uma nova concessão para a malha ferroviária do Rio Grande do Sul. A estrutura já estava sucateada e ficou quase toda destruída na enchente, sem receber reparos. Restou apenas o trecho Cruz Alta - Rio Grande. A concessão federal à Rumo termina em 2027. A empresa já disse que não tem interesse nos ramais gaúchos.
À coluna, o governador Eduardo Leite disse que um grupo de trabalho, coordenado pelo vice-governador Gabriel Souza, contratou consultorias para analisar as demandas do Estado. Trechos precisam ser reativados e melhorados com urgência.
— Aquela malha ferroviária que já se teve um dia é uma ilusão pensar que, no curto prazo, volte a se ter. Precisamos ter os trechos críticos para o nosso desenvolvimento, com velocidade adequada. A malha que se tinha já era ruim e obsoleta, com uma velocidade baixíssima dos trens. Alguém correndo ao lado vai mais rápido que o trem — disse durante entrevista no Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
Leite defende que não se renove a concessão com a Rumo, mas que se faça uma nova. A indenização a ser paga pela empresa serviria para subsidiar investimentos.
— A desativação dos trechos tem que ser indenizada, isso está na legislação. Aguardamos os desdobramentos por parte do Ministério dos Transportes em relação a isso. Estamos cobrando, mas sem dúvida é algo pelo qual a União historicamente tem sido negligente: a ferrovia como um todo no Brasil, especialmente em relação ao Rio Grande do Sul. O olhar se resume a Sudeste, Centro-Oeste e Paraná — finalizou o governador.
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E assista ao comentário no programa Seu Dinheiro Vale Mais, de GZH:
Ouça a entrevista completa:
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



