
Empresa de Porto Alegre que constrói infraestrutura para o setor elétrico, a Tecnova pretende dobrar de tamanho até 2030. Até agora, a empresa, criada em 1983, já entregou 60 subestações de alta tensão em mais de 16 Estados. De 2018 para cá, multiplicou por 10 o faturamento (que está em R$ 400 milhões/ano) e o número de funcionários (atualmente, 210).
A ideia é fechar o ano com R$ 1 bilhão em contratos sob gestão, um terço para a CPFL, mas a vice-presidente e diretora comercial Nathalia Hofmeister destacou ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha, os dois contratos emergenciais fechados após a enchente com a Trensurb até 2027.
— Estamos fazendo toda a modernização e eletrificação do trem, além de refazer todas as limitações de energia acima da cota de inundação. O sistema é inovador. Todos os equipamentos são importados da República Tcheca — acrescenta.
Assista à integra da entrevista:
A empresa também está desenvolvendo três parques eólicos no Rio Grande do Sul. Um deles, mais avançado, já pedirá licença ambiental de instalação, que autoriza início de obra.
A sede da Tecnova foi ampliada em Porto Alegre com R$ 3 milhões (ainda não há imagens). Parte da engenharia fica em Curitiba (PR) e há um escritório em São Paulo, com planos de abrir outros.
O desafio, sem surpresas, é a mão de obra. Nathalia citou até o fechamento, por falta de procura, da faculdade de engenharia elétrica da PUCRS como novo obstáculo para formação de profissionais.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: reestruturação da Cotribá, indústria de casa nova e empregos catarinenses no RS
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




