
Com a mexida que o tarifaço dos Estados Unidos está fazendo no comércio global, Oriente Médio e Ásia entram no foco da Rinaldi, fabricante de pneus de Bento Gonçalves com 56 anos de mercado. A empresa exporta para 30 países e tem um plano de ação para chegar a 50 até 2028, dobrando a exportação.
— Queremos fincar bandeira no máximo possível de países, é o que dá volume — diz o diretor André Fiorese, gerente de Exportação que está morando na Flórida temporariamente.

O executivo, aliás, comenta quantas vezes já viu situações ainda mais complicadas serem enfrentadas com a Argentina, parceira comercial próxima e importante do Rio Grande do Sul, mas que enfrenta intensas e periódicas crises econômicas. Traz certo alívio para quem, como a Rinaldi, já teve embarques suspensos e está com o mercado norte-americano travado.
— Isso vai passar, o mercado vai se acomodar e temos que estar prontos — comentou, lembrando que trabalha com comércio exterior há duas décadas.
Depois, na conversa, voltou a defender a pulverização de mercado para garantir crescimento. A Rinaldi entrou, por exemplo, em países como Polônia, Letônia, República Tcheca e Chipre. Trabalha para entrar na China, que é o maior concorrente.
— Estamos até com uma cotação para o Japão, que é berço mundial do pneu. Acabamos de embarcar US$ 200 mil em quatro contêineres para a Finlândia!
A aposta é em um produto diferenciado, fabricado 100% na serra gaúcha, para motocross e scooters, por exemplo. A ideia, aliás, era abrir um depósito nos Estados Unidos para vender direto o produto, mas o investimento foi suspenso até que se "defina a regra do jogo". A Rinaldi tem 900 funcionários e faturou R$ 400 milhões em 2024, com pneus e câmaras de ar para motocicletas, pneus agrícolas e industriais, produzidos na unidade de 41 mil metros quadrados.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



