
Ainda nem sinal da regulamentação essencial para valer de algo a medida provisória de renegociação da dívida rural anunciada pelo presidente Lula e detalhada por ministros no último dia da Expointer. Estas regras precisam ser definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva, disse que as últimas sinalizações eram de que sairia na sexta-feira (11) passada, mas não se confirmou. Depois, disseram que seria nesta segunda-feira (15).
— Parece que foi criada às pressas para anunciar na Expointer, mas o produtor não pode esperar. A janela de plantio está começando, precisa preparar a terra, comprar óleo diesel... — diz Joel.

Também no Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, lembrou que também é necessária uma circular do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ou seja, tem mais um documento ainda até que a promessa saia do papel, embora a medida provisória tenha sido publicada ainda naquele final de semana.

A promessa é liberar R$ 12 bilhões do Tesouro Nacional, com juro de 6% a 10% e nove anos para pagar. Outros R$ 20 bilhões seriam liberados pelos bancos, mas com juro livre e a depender do que estas regras trarão de incentivo para as instituições financeiras.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






