Foi uma surpresa para o presidente da Biblioteca Rio-Grandense, Francisco das Neves Alves, o anúncio da doação de R$ 2 milhões do Banrisul. Ainda não houve comunicado formal, mas o presidente do banco, Fernando Lemos, informou à coluna que a diretoria aprovou a verba do programa de recuperação das principais bibliotecas do Estado. Esta de Rio Grande, aliás, é a mais antiga.
Com 179 anos, a Biblioteca Rio-Grandense fica a poucos metros da Lagoa dos Patos. Chegou a ficar alagada na enchente de 2024, mas nenhum material foi danificado, pois a equipe transferiu o acervo ao segundo andar. Atualmente, os maiores problemas são de infiltração no telhado e calhas. As madeiras do revestimento da parede e do piso estão apodrecendo com a umidade. Segundo a arquiteta Helenise Couto, o prédio também precisa melhorar a acessibilidade e de prevenção contra incêndios.
O valor não dá conta de tudo, mas ajudará a sanar os problemas mais graves, como arrumar telhado, reforçar estruturas e reformar banheiros. Já se calculou que uma revitalização completa exigiria R$ 11 milhões.
Na diretoria há 25 anos e na presidência há seis, Francisco Alves ressalta que os serviços prestados à biblioteca não são remunerados. São “amor à causa”. Diz que sua função é “manter as portas abertas” mesmo com as dificuldades. Privada, a instituição é mantida com mensalidades de associados, mas já contou com auxílio da prefeitura em outros momentos.
— É uma política de sobrevivência, ou seja, viver com muito pouco — resumiu.
Pelas redes sociais, a biblioteca tem pedido doações e buscado novos associados, que pagam R$ 20 por mês. A visitação é gratuita.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




