
Após reunião recente com a Taurus, o prefeito de São Leopoldo, Heliomar Franco, ficou temeroso de que toda a linha de produção da indústria de armas seja transferida para os Estados Unidos devido ao tarifaço de 50% sobre as importações brasileiras. A empresa emprega aqui 2,7 mil trabalhadores. Esta percepção do prefeito se baseia nas negociações com o governador da Geórgia, Brian Kemp, que estaria tentando atrair a produção brasileira para a fábrica que a Taurus já tem lá. Inclusive, Kemp teria uma vinda prevista para o Rio Grande do Sul.
— A Taurus já faz parte da identidade de São Leopoldo. O município tem capacidade de absorver essa mão de obra, mas não queremos perder a empresa — disse à coluna.
No encontro, a direção da Taurus, incluindo o CEO Salesio Nuhs, informou ao prefeito e secretários municipais o encerramento da linha de produção de armas da série G no Brasil. O produto passará a ser montado nos Estados Unidos. O assunto foi detalhado a investidores no balanço trimestral, obrigatório a companhias com capital aberto em bolsa. A empresa diz que exportará apenas peças, o que reduz o montante total da taxa que pagará. A coluna, aliás, já tinha noticiado há algumas semanas que 40 funcionários foram colocados em férias coletivas e, que, em abril, a Taurus foi uma das empresas que embarcou logo estoques para o mercado norte-americano antecipando-se à entrada em vigor das taxas.
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Metalúrgica Mecânica e de Material Elétrico de São Leopoldo e Região (Stimme-SL), Valmir Lodi diz não ter informação sobre demissões e que a produção segue na fábrica.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: socorro ao exportador, corrida por hidrogênio verde e troca de supermercados na praia e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






