
Com seu projeto de lei para regulamentar as redes sociais engavetado no Congresso por pressão das empresas e da oposição, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) quer antecipar ao menos a parte que se refere à proteção de crianças e adolescentes. A possibilidade ganha força com a repercussão nacional do vídeo em que o influenciador Felca denuncia casos de exploração infantil em conteúdos online, o que resultou na prisão de Hytalo Santos, outro influenciador.
A percepção é de que não há esforço das empresas de tecnologia para coibir, mas certamente têm mecanismos para isso. Na entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, a coluna perguntou ao deputado se, ao menos, elas aceitam dialogar sobre o assunto:
— Discuti nesta semana com a Meta (dona do Facebook e do Instagram) e solicitei informações sobre esta denúncia gravíssima. Recebi informações do TikTok sobre medidas. Mas elas precisam responder porque têm o dever de cuidado na Europa — com uma série de obrigações, como busca ativa — e aqui no Brasil, não têm. As big techs são omissas no cometimento de crimes na internet. É urgente e fundamental que, no mínimo, protejamos as crianças — afirmou.
Ele espera "maturidade" para se produzir alguma convergência na reunião marcada para a próxima quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados.
— Proteger as crianças de abuso sexual, induzimento a suicídio e agressões na internet é o mínimo que o Congresso deve fazer para honrar os votos dados pelo povo.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




