Foi prorrogado para segunda-feira (1º) o prazo para receber propostas de empresas interessadas em fazer a dragagem do Canal Feitoria, em Rio Grande. Inicialmente, terminaria nessa sexta-feira (29). Segundo o secretário estadual de Logística e Transportes, Juvir Costella, a batimetria estima 700 mil metros cúbicos em sedimentos a serem retirados de um trecho de 500 metros de hidrovia. O serviço é para começar em setembro, com prazo máximo de seis meses para ser finalizado, pois usará recursos do Funrigs, fundo criado para obras de reconstrução após suspensão do pagamento da dívida com a União na enchente.
O problema veio à tona com o ofício encaminhado pela Unifértil à Portos RS. No documento, a empresa diz enfrentar desde a enchente desabastecimento das fábricas de fertilizantes da Região Metropolitana pelo risco de os navios encalharem nos canais. Afirmou estar procurando outros portos e considerar parar as operações em 2026 caso a situação não seja resolvida.
Provocado por este caso e pelo fechamento da Azevedo Bento aos 170 anos apontando o custo do frete com redução do calado da hidrovia, o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni (PP) disse à coluna que entrará com requerimento para que a Portos RS compareça à Comissão de Economia da Assembleia Legislativa para prestar contas sobre a dragagem e o desassoreamento dos canais.
— Não tem cabimento o que está acontecendo. Há recursos. O que justificaria a demora? — disse.
Sobre a Azevedo Bento: Fundada em 1855, a empresa mais antiga do RS encerra as atividades
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





