
O Bolsa Família (chamado assim no governo Lula e de Auxílio Brasil no de Bolsonaro) não deve ser extinto, diz o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL POA), Irio Piva, mas as pessoas precisam sair dele, não permanecerem por tempo indeterminado. O programa assistencial tem sido ainda mais criticado por empresários pela dificuldade de preencher vagas de emprego agora. Piva, porém, entende que ele também leva consumo ao varejo da periferia.
— As pessoas precisam ser ajudadas, não pode ser só meritocracia ou só assistencialismo. É preciso ter equilíbrio, mas a balança está pendendo para o assistencialismo agora. As pessoas têm que ser forçadas a sair do Bolsa Família, porque, no programa, não evoluem — disse.
Um apontamento frequente é que as pessoas ficam no Bolsa Família e fazem bico, somando uma renda superior ao salário de empregos CLT.
— Precisamos melhorar o salário? Acho que sim. Mas é uma equação fácil de criticar, difícil de resolver.
Opinião da coluna
Também contrária à extinção do programa, a coluna defende que o Bolsa Família tenha mais critérios e tempo determinado de permanência. Além disso, tirar o peso tributário da folha de pagamento tende a dar espaço para que empresas paguem melhores salários, atraindo os trabalhadores para o mercado de trabalho formal.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



