
Um prédio novo concentrará ações importantes de tecnologia no complexo da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre. O investimento será de R$ 50 milhões na estrutura, com aporte também de outros R$ 60 milhões da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
O SenaiRS conquistou há algum tempo em edital do órgão o recurso para instalação de um centro de competência no Rio Grande do Sul. Inicialmente, a ideia era que fosse perto da orla do Guaíba. Ficou definido agora que o Cedra (sigla em inglês para Centro de Dispositivos Embarcados e Pesquisa em Agricultura Digital) terá parte no Instituto Senai de Inovação em Sistemas de Sensoriamento, em São Leopoldo, e parte em um dos andares deste novo prédio de cinco andares e 7 mil metros quadrados.

No restante do prédio da Capital, será instalada uma faculdade do Sesi, além de cursos de Ensino Fundamental e Médio profissionalizante. Haverá ainda uma área para startups, contou Susana Kakuta, diretora-geral de Sesi e Senai à coluna, que foi até a Fiergs conhecer o projeto em primeira mão.
A obra começa em breve em uma parte onde hoje fica um estacionamento. A ideia é inaugurar o novo prédio em 2027. O presidente da Fiergs, Claudio Bier, está animado com o potencial de que toda essa tecnologia nova agregue valor aos produtos da indústria gaúcha, especialmente para exportação.
A Embrapii, aliás, planeja seguir investindo no centro de competências no futuro, como o faz nos nove que têm pelo país, como o de computação quântica, na Bahia, no de cibersegurança, em Pernambuco, e no de tecnologia de 6G, em Minas Gerais. Segundo o diretor-executivo da Embrapii, Marcelo Prim, a ideia, inclusive, é que trabalhem em rede para construir as soluções complexas que o futuro da economia demandará, como a agricultura digital para a produção de alimentos mais seguros e em maior quantidade.
Mas que tecnologia de fronteira é essa? Gerente da Divisão de Tecnologia e Inovação do Senai-RS, Victor Gomes costuma dizer que ela não tem nem nome porque não existe. O centro de competência não serve para replicar ou adaptar tecnologias, mas sim para que pesquisadores desenvolvam outras totalmente novas. O executivo conta que contratos já estão encaminhados para parcerias com grandes empresas, algumas de atuação mundial.
Ouça mais detalhes nas entrevistas feitas pelo programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha, na apresentação do projeto na Fiergs:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: socorro ao exportador, corrida por hidrogênio verde e troca de supermercados na praia e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



