Já pensou em deixar de comprar algo para aplicar o dinheiro? Parece um sacrifício para muita gente, mas para quem já foi "picado pelo bichinho" dos investimentos não é. Chega a ser prazeroso, acredite.
Dia desses, passava na frente de uma concessionária e decidi parar para olhar uma caminhonete. Era linda, potente e híbrida, ou seja, movida a energia elétrica e gasolina. Estou "namorando" essa transição há algum tempo. Meu carro precisa ser trocado agora? Não. Mas eu tinha capacidade financeira para comprar o novo que tanto gostei? Sim.
Ainda sentada na revenda e olhando para a caminhonete, fiz um cálculo de cabeça de quanto aquele dinheiro investido me renderia em um ano. Exercício mental que fiz na sequência: o que eu poderia pagar com aquele juro que minhas aplicações me pagariam, com o seguro e demais gastos que aumentariam? Respostas: alguns meses da escola da crianças, uma viagem mais cara de férias ou, melhor ainda, trabalhos a menos que eu teria que fazer e ganharia tempo com a família.
E aí aquela vontade impulsiva da compra vai para o seu devido lugar: a racionalidade financeira. Quer dizer que eu nunca vou trocar de carro ou mesmo comprar aquela linda caminhonete? Não! Mas minha racionalidade mostrou que este não era o momento. Sem sofrimentos, sem praguejar contra minhas finanças. É uma decisão tranquila e financeiramente valorizada.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




