
Terceirizada da gigante calçadista Beira Rio, a Indústria de Calçados e Bolsas Guaíba começa a operar agora em agosto a linha de produção instalada na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (PEFG). Serão empregadas 20 mulheres apenadas, que serão pagas com 75% do salário mínimo e tem remição de pena de um a cada três dias trabalhados.
A parceria com a calçadista começou a ser alinhavada em 2024. As trabalhadoras já foram treinadas. O termo de cooperação com o governo do Estado vale por cinco anos, para acabamentos de calçados em couro e fabricação de bolsas.
Uma segunda sala com maquinário já está pronta, onde poderão trabalhar mais 20 pessoas. A ideia é ampliar mais ainda.

Ao podcast Nossa Economia, de GZH, o secretário Estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, disse que a meta é aumentar de 15 mil para 18 mil o número de presos trabalhando. Afirmou que, após entrevista anterior à coluna, foi procurado por várias grandes empresas, que estão em negociação agora.
— E teremos mais locais para as fábricas quando abrirem os novos presídios em Rio Grande, São Borja e Passo Fundo.
A Piccadilly também está para abrir uma linha na unidade prisional de Ijuí. A iniciativa supre a dificuldade de achar mão de obra, problema que afligia os calçadistas, ao menos até o tarifaço dos Estados Unidos.
Ouça no Spotify:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: quem paga a taxa de Trump, prédio preserva igreja, leilão de hotel em Gramado e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


