Polo industrial pesadíssimo no Rio Grande do Sul, a serra gaúcha já tem empresas calculando o que precisarão fazer para lidar com o tarifaço do presidente Donald Trump. Algumas já fazem “ensaios de desligamentos”, expressão usada para ver até quando se conseguirá manter os funcionários e quanto custaria demiti-los se necessário. Outras já avaliam sim transferir sua produção para outros países, mas não apenas para os Estados Unidos, como Trump quer, mas também a outros países que serão taxados com percentuais menores e não têm custos tão elevados. Exemplos citados: Argentina e Paraguai.

Os alertas foram feitos pelo presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (Simecs), Ubiratã Rezler, em entrevista ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha.
— Terão que cortar muito na carne — diz.
Segundo ele, 23% da exportação do setor vai para os Estados Unidos e apenas 3% ficaram livres das tarifas por estarem entre na lista de exceções.
— A cadeia produtiva é o que mais preocupa. A exportadora consegue ver outros mercados e levar sua produção para fora, mas deixará de comprar do fornecedor daqui, fortalecendo a cadeia econômica do país para o qual se transferir — explica Rezler.
Ouça aqui a entrevista na íntegra:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: quem paga a taxa de Trump, prédio preserva igreja, leilão de hotel em Gramado e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


