
Cerca de 300 trabalhadores da Serede, prestadora de serviços que é subsidiária da Oi, estão com o emprego sob risco no Rio Grande do Sul. No Brasil todo, estima-se que 2,5 mil funcionários serão atingidos caso se confirme o comunicado pela V.tal, de que não manterá o contrato com a empresa após ter comprado parte da operação da Oi.
Segundo o Sindicato dos Telefônicos do Rio Grande do Sul (Sinttel-RS), já há atrasos no pagamento de salários e no recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Pelo dito em reuniões com a entidade, a previsão é encerrar a prestação de serviços no fim de setembro.
Na última quinta-feira (28), representantes do sindicato ouviram da V.tal que há dificuldades no trato com Serede e Oi. Foi solicitada rescisão coletiva indireta (quando a falta grave é do empregador), rejeitada pelo Sinttel. O sindicato cobra que todas as verbas trabalhistas sejam pagas e que os empregados passem a trabalhar para a prestadora que assumirá os serviços.
Antes disso, em 25 de agosto, ocorreu uma mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Serede participou com um diretor e um advogado, enquanto Oi e V.tal enviaram apenas representantes jurídicos. Na ocasião, as empresas afirmaram que salários e benefícios estão sendo pagos regularmente, informação contestada pelo sindicato, que convoca uma greve para a próxima quinta-feira (4).
Em ata da reunião, a Serede, que está em recuperação judicial, declarou não reconhecer risco de demissões. Já a Oi, também em recuperação judicial, alegou que o processo não interfere na relação contratual. A V.tal, por sua vez, afirmou que não há decisão sobre realocar a mão de obra.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)





