
A taxa de desemprego do Rio Grande do Sul caiu de 5,3% para 4,3% na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2025. É uma queda forte, que levou ao menor patamar já registrado na pesquisa do IBGE, iniciada em 2012.
São 5,8 milhões de gaúchos trabalhando. Houve até uma pequena redução em relação ao início do ano, mas a taxa caiu ainda assim porque também diminuiu mais o número de pessoas buscando trabalho, estimado agora em 266 mil. Mesmo com essa redução, é um patamar historicamente alto de pessoas trabalhando, seja em empregos CLT, domésticos, por conta própria ou mesmo empregadores.
Houve uma certa estabilidade, com pequena redução, nos empregos no setor privado e de domésticos. Aumentou no setor público. Caiu o número de empregadores e de trabalhadores por conta própria no Estado, assim como os familiares.
Renda
O rendimento médio do trabalhador caiu 0,7% no segundo trimestre após uma sequência de altas, passando a uma média de R$ 3.794. A massa de rendimento total fica em R$ 21,8 bilhões, também recuou, mas mantém-se em um patamar elevado.
Mercado aquecido
O mercado de trabalho está aquecido nos últimos anos, levando a taxas que costumamos e chamar de "pleno emprego". Isso tem dado mais poder de negociação ao trabalhador, elevando a rotatividade e o aumento nos pedidos de demissão sempre destacado pelo presidente da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), José Scorsatto. Ao mesmo tempo, aumenta a dificuldade das empresas de preencherem vagas.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



