
A sensação é de que a conta da fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não vai mesmo fechar e nós todos teremos que arcar com boa parte do prejuízo provocado a aposentados e pensionistas com os desvios ilegais. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, disse que foram bloqueados R$ 2,9 bilhões em bens dos investigados pelo crime. O valor a ser ressarcido, porém, já bate os R$ 3,3 bilhões.
Ou seja, nem se conseguiu rastrear o suficiente ainda para cobrir o que é devido às vítimas. E mais: o que está bloqueado nem está ainda nas mãos do INSS, ainda dependerá do andamento das investigações e de discussões judiciais.
Enquanto isso, o pagamento das pessoas é feito com crédito extraordinário liberado pelo governo federal. É dinheiro dos cofres públicos, originado do pagamento de imposto por todos. Sim, os aposentados são mais vulneráveis e têm que ser ressarcidos, mas também não é aceitável que todos tenham que dividir esta conta de anos de negligência.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



