
Serão 15 dias intensos de análises e negociações até 1º de agosto, quando está prevista a entrada em vigor do tarifaço dos Estados Unidos sobre as importações brasileiras. O presidente Donald Trump anunciou 50%. O governo Lula prepara a retaliação. Uma série de empresários da indústria e do agronegócio teve reuniões nesta terça-feira (15) com o ministro do Desenvolvimento de Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. Há receio de uma escalada de tarifas com uma disputa política, o que afeta a exportação do que é produzido aqui e a importação de insumos.
Perguntas e respostas sobre a cobraça das tarifas:
Quem paga?
A taxa é aplicada quando a mercadoria entra nos Estados Unidos, paga ao governo norte-americano pela empresa responsável pela importação. Em alguns casos, chega a ser debitada automaticamente na conta bancária do importador.
Como é calculada?
Não é sobre o preço da loja. É sobre um preço de importação mais baixo que as empresas pagam para comprar o produto do Exterior, antes de aumentá-lo para vender ao consumidor ou clientes anteriores da cadeia produtiva. Em algumas exceções, são aplicadas na quantidade do produto e não no preço.
Quem arcará com o custo?
O exportador até pode reduzir preço para manter seu produto competitivo e comprado, mas a tendência é de que isso não ocorra, ao menos, não com absorção total do aumento, pois come margem de lucro. O importador também terá seu ganho reduzido se optar por absorver a tarifa maior que está pagando. No geral, o que acontecerá mesmo é que o cliente vai pagar mais caro.
Por isso, a inflação?
Exato. Um dos efeitos apontados para o tarifaço é a inflação nos Estados Unidos e no Brasil. O produto chegará mais caro pela tarifa de importação de Trump. O que compramos também entrará aqui com taxação, ou seja, custo que entrará no preço do produto. O mercado até pode passar por um ajuste, com produção local ou parcerias comerciais com outros países, mas isso não ocorre do dia para a noite.
Há limites para as tarifas?
A Organização Mundial do Comércio (OMC) foi criada para gerenciar estes conflitos e manter o diálogo no comércio exterior, porém Trump não dá importância ao órgão.
Assista ao Gaúcha Atualidade sobre o assunto:
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



