
Aqui, o preço do café ainda não caiu, mas desacelerou. Em junho, teve a menor alta do ano em Porto Alegre: +1,7%. É pequena perto dos aumentos de dois dígitos que chegaram a ser registrados ao longo dos meses.
Em um ano, a bebida essencial no dia a dia de grande parte dos consumidores mais do que dobrou de preço (+105%), a maior elevação, disparada, da pesquisa da cesta básica feita pelo Dieese mensalmente. O preço médio do quilo do pó saltou de R$ 33,52 para R$ 68,91, segundo a técnica Daniela Sandi.
Em outras cidades da pesquisa, o preço até já baixou. Isso ocorre pelo avanço da colheita. A disparada do último ano ocorreu à seca em países produtores, como Vietnã, e às queimadas que atingiram cafezais do Brasil.
Tarifaço
Mas o café ganhou espaço no noticiário na última semana após o tarifaço de 50% anunciado pelo presidente Donald Trump. O Brasil é o maior produtor mundial e grande exportador para os norte-americanos, que pagarão bem mais caro pelo café com a taxação. Para o consumidor brasileiro, até tende a cair o preço se ficar mais produto no mercado interno, mas a queda na cotação pode reduzir oferta no futuro por arrefecer o ímpeto de produtores que apostavam no preço mais alto para ampliar os cafezais.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


