
Cada produto tem suas peculiaridades para ter ficado de fora ou não do tarifaço do presidente Donald Trump, o que precisa ser avaliado para decidir o que fazer. A concorrência com o seu equivalente norte-americano é o que manteve a taxação do fumo/tabaco, item mais exportado pelo Rio Grande do Sul para os Estados Unidos e que respondeu por 12,92% do faturamento dos embarques no primeiro semestre. Ou seja, Trump quer incentivar a produção local, que é mais cara.
— Os Estados Unidos são um grande produtor e exportador de tabaco, assim como são grandes importadores. Então, o que deixarão eventualmente de comprar do Brasil poderá ser suprido com a produção própria, mas que é o tabaco mais caro que existe — explicou o presidente do Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing.
Se ficar caro demais fumar, os norte-americanos poderão então buscar fornecedores na África e na Ásia ou mudar de decisão sobre a taxação ao Brasil. Para as fumageiras gaúchas, a alternativa também é buscar outros mercados, embora difícil no curto prazo e com a safra já encaminhada.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: quem paga a taxa de Trump, prédio preserva igreja, leilão de hotel em Gramado e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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