
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
O governo federal segue em reuniões com setores industriais para discutir as tarifas de 50% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta segunda-feira (21), o vice-presidente Geraldo Alckmin se reunirá com empresários do Rio Grande do Sul para tratar do tema.
Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Giovani Baggio, afirmou que tenta sensibilizar o governo americano a manter as tarifas em 10%, conforme medidas anunciadas por Trump em abril. Segundo ele, essa tem sido a principal linha de negociação, já que o percentual já havia sido absorvido por muitas empresas.
Caso a tentativa não avance, Baggio diz que será solicitado um prazo adicional de pelo menos 90 dias para a aplicação das taxas. Isso permitiria o envio de cargas já programadas.
— Nesse meio tempo, a gente tenta mostrar o quanto isso é ruim para a economia brasileira, mas também para a americana — pontuou.
O economista também relembra que muitas indústrias já sentem os impactos do tarifaço, com cargas suspensas nos portos. Acrescenta, também, que algumas empresas adotaram férias coletivas e suspenderam a produção. Além disso, clientes americanos também pedem adiamento das tarifas.
— Com o custo de 50% a mais, o produto se torna inviável para os clientes dos Estados Unidos. Temos vários segmentos já nos relatando isso — afirmou.
O Rio Grande do Sul é o segundo Estado mais afetado pelo tarifaço. O levantamento é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que estima prejuízo de R$ 1,9 bilhão para o Estado — valor próximo ao do Paraná e atrás apenas de São Paulo (R$ 4,4 bilhões).
Ouça a entrevista completa:
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)






