
Aumentou em 9,8% o potencial de consumo previsto para o Rio Grande do Sul, sem descontar a inflação. Em 2025, o valor estimado é de R$ 545,9 bilhões, acima dos R$ 497 bilhões de 2024, ano da enchente, mas que contou com a liberação de auxílios de governo que garantiram ao varejo gaúcho o melhor desempenho do país. O Estado fica em quarto lugar no ranking nacional, atrás de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. O recorte do tradicional estudo IPC Maps, feito anualmente há mais de 30 anos, foi enviado à coluna com exclusividade pela IPC Marketing Editora. Para projetar quanto os moradores gastarão, a metodologia do indicador considera informações como número de habitantes, classes sociais e setores econômicos. Sócio da IPC Marketing Editora, Marcos Pazzini deu entrevista ao programa Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha. Confira trechos abaixo e ouça a íntegra no final da coluna.
Apareceu efeito da enchente?
O cenário de consumo teve crescimento parecido com o do país. Mas há a ressalva para abertura de empresas, falo sobre as maiores não os microempreendedores individuais (MEI), que nem sempre geram emprego. O Brasil teve aumento de 4,2%, enquanto o Rio Grande do Sul teve alta de 1,2% no número de empresas. Pisou no freio, embora ainda seja uma elevação. No país, a expectativa é de que o consumo cresça 3% (descontada a inflação) e aí no Rio Grande do Sul esse avanço deve ser um pouco menor, de 2,58%.
É comum o Rio Grande do Sul crescer menos?
Não. Tanto que o Rio Grande do Sul, nos anos anteriores, ajudou a Região Sul a ficar na segunda posição no país. O Nordeste, muito pelo crescimento do turismo, ficou em segundo agora em 2025, atrás apenas do Sudeste.
O que destaca na mudança de consumo?
A alimentação fora do domicílio subiu bastante entre os gastos com a retomada do hábito após o isolamento da pandemia. Também é grande o gasto com veículo próprio, mas também porque muita gente tem usado para trabalhar, como o transporte por aplicativo. O valor para medicamentos é reflexo do envelhecimento rápido da população brasileira, o que gera o cenário preocupante para os planejadores do governo federal.
Ouça a entrevista completa:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: três grandes projetos de tecnologia, as maiores farmácias do RS e mais
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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