
Celulose, fumo, sebo bovino, utensílios domésticos e borracha estão entre os itens mais exportados aos Estados Unidos pelo porto de Rio Grande, no sul do Estado. Várias destas cargas estão paradas em contêineres por decisão de importadores e exportadores. Isso porque há receio de que os navios não cheguem até o mercado norte-americano até o dia 1º de agosto, quando está prevista a entrada em vigor das tarifas de 50% anunciadas pelo presidente Donald Trump.

Como não se sabe o andar da negociação com o governo Lula e o que vem por aí, optou-se pela cautela de reter os embarques. Presidente da Portos RS, Cristiano Klinger explicou em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, que a complexidade da situação exige uma análise caso a caso antes de decidir pela retomada do envio ou o cancelamento em definitivo. Será preciso ver qual tarifa acabará sendo definida para importações brasileiras pelos Estados Unidos, quanto será aplicado a concorrentes de cada produto, o interesse do mercado norte-americano de absorver aquele custo e inclusive eventuais multas cobradas em cada contrato por atraso ou desistência.
— Mas julho certamente terá impacto nos números. A movimentação de contêineres no porto de Rio Grande vinha crescendo mais de 40%. Agora, vai cair — avalia Klinger.
Outro impacto virá da mudança nas rotas dos navios com os cancelamentos, a depender da intensidade e da duração. Isso gera um problema mundial de logística semelhante ao que ocorreu na pandemia.
Assista à entrevista na íntegra:
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: por que a falência de empresas cresceu, queda na venda de veículos, GM e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




