
Tenta-se mais um caminho para reduzir o emaranhado de fios nos postes de Porto Alegre. A Procuradoria-Geral do Município encaminhou à CEEE Equatorial um termo para acordo construído a partir de proposta da própria concessionária de energia. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, o procurador-geral-adjunto, Nelson Marisco, explicou que consiste na demarcação, por parte da prefeitura, de zonas ("poligonais") com mais reclamações no telefone 156. Este mapeamento seria repassado pela CEEE Equatorial às operadoras de telefonia e internet para que retirassem os cabos em até 30 dias. Passado o prazo, a concessionária e energia recolheria o que restasse.
— CEEE encaminhou o plano de trabalho e nós, na PGM, transformamos em acordo, enviado de volta há uma semana. Esperamos que o retorno ocorra em breve — detalha Marisco.

Segundo o procurador, o mutirão que está sendo realizado pelas empresas está deixando a desejar. Uma ação judicial da prefeitura, portanto, não está tendo efeito. O município chegou a encabeçar uma força-tarefa antes da enchente, deslocando servidores para o serviço, mas não deu conta. A responsabilidade é das empresas, pois as operadoras de telecomunicações que abandonam os fios pagam aluguel para a concessionária de energia. No caso da capital gaúcha, é a CEEE Equatorial, mas o problema é nacional.
Falta de normas mais claras de punição é um dos motivos apontados para a situação, que deixa as cidades feias, gera risco às pessoas (principalmente motociclistas) e contribui para quedas de energia em temporais. Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) discutem o assunto há quase uma década, sem avanços.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


