
Embora sejam o segundo destino das exportações brasileiras e gaúchas (atrás da China), os Estados Unidos são os maiores compradores da indústria daqui, principalmente de máquinas e equipamentos. Além disso, compram produtos de mais valor agregado. Ao podcast Nossa Economia, de GZH, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso Dias Cardoso, disse que metade do que o Brasil exporta de média e alta tecnologia vai para o mercado norte-americano. É por isso que a indústria tem sido o setor que mais manifesta preocupação com o tarifaço do presidente Donald Trump e as possíveis retaliações por parte do governo Lula.
— Se ficar em 50% é como um embargo, não tem mais comércio. Os Estados Unidos têm importância vital ao Brasil. Com eles, somos parte do negócio. Eles têm 4 mil empresas aqui, vêm para instalar negócio. O chinês só vem vender e tomar mercado dos brasileiros — diz.
Velloso entende que o governo Lula não deve usar a lei da reciprocidade, retaliando com tarifas sobre importação.
— Se for para cima, a situação vai se escalar.
Mas está otimista de que haverá solução e talvez até mais oportunidade para o Brasil. O industrial acredita que a guerra comercial é com a China e que os Estados Unidos precisam do Brasil para terem a hegemonia que querem na América.
— Trump quer superávit (exportação superior à importação) com todos. Tem com poucos, incluindo o Brasil. Temos que tentar voltar à tarifa de 10%. 30% também não dá.
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Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: por que a falência de empresas cresceu, queda na venda de veículos, GM e mais
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




