
A jornalista Isadora Terra colabora com a colunista Giane Guerra, titular deste espaço.
A reunião para negociar medidas alternativas ao tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o setor produtivo gaúcho na noite de segunda-feira (21), em Brasília, foi considerada produtiva pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Cláudio Bier.
A comitiva gaúcha se reuniu no Palácio do Planalto com o vice-presidente Geraldo Alckmin que, segundo Bier, está "alinhado" com a agenda da federação, promovendo o diálogo ao negociar as tarifas com os americanos.
Na ocasião, a Fiergs apresentou os efeitos que as tarifas trarão ao RS, uma vez que 99% das exportações do Estado aos EUA são de bens industriais. O Rio Grande do Sul será o segundo Estado mais impactado do país, com uma estimativa de queda de R$ 1,9 bilhão no seu PIB em um ano.
— Essa foi uma das razões que pedimos essa reunião com o vice-presidente Alckmin, para mostrar o quanto o Estado vai perder. Eu cheguei a dizer para ele que esse impacto será uma nova enchente para o Rio Grande do Sul — relatou.
Outro ponto colocado em pauta foi a investida dos empresários para sensibilizar os clientes americanos, destacando o quanto eles também perdem com a questão do tarifaço:
— Estamos trabalhando nossos clientes lá fora para que eles pressionem o governo americano, mostrando que sem os produtos brasileiros vai haver mais inflação. E outra coisa, não se troca de fornecedor de uma hora para outra. A indústria não consegue.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)


