
Guaíba vem buscando junto à Receita Federal a instalação de um posto aduaneiro. O pedido também partiu da Toyota, montadora japonesa que tem uma operação de nacionalização de veículos importados na cidade e quer ampliá-la, sendo que já é a empresa que mais gera imposto para o município (sim, supera a fabricante de celulose CMPC).
— Com isso, poderia realizar aqui o processo de desembaraço dos veículos feito hoje por São Paulo direto para a Argentina — explica o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Cleber Quadros.
Segundo ele, também seria importante para a Aeromot, empresa que espera iniciar no segundo semestre a construção de um complexo bilionário com fábrica e pista para aviões em Guaíba. A próxima licitação incluindo o posto deve ser realizada pela Receita Federal até 2027, diz Quadros.
Há 20 anos em Guaíba
Em março, a Toyota renovou o contrato que mantém a operação no Rio Grande do Sul, iniciada há 20 anos. É responsável pelo recebimento, nacionalização, montagem de acessórios e distribuição, para todo o território nacional, da picape Hilux e do SUV SW4. Já passaram pela unidade 1,6 milhão de veículos. A capacidade diária é de 250 carros, mas a ideia é nacionalizar mais modelos.
Há 67 anos no país, a Toyota do Brasil tem três unidades produtivas, todas em São Paulo, e emprega 6,7 mil pessoas. Atua com veículo híbridos e elétricos desde 1997. No final do ano passado, o governador Eduardo Leite esteve na sede da empresa em Tóquio durante viagem da missão gaúcha acompanhada pela coluna. A montadora negocia incentivo de IPVA para carros híbridos, já que os elétricos são isentos.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)




