Órgão que coordena a geração e transmissão de energia no país, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) confirma que voltou a recomendar a volta do horário de verão. Em nota à coluna, reforçou que é uma decisão política do governo federal, porém afirmou que, dependendo do decorrer dos próximos meses, considera reforçar sua recomendação ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) colocando como uma "ação imprescindível".
A sugestão faz parte de um conjunto de medidas preventivas que ajudarão a "mitigar possíveis déficits de potência no período seco". Ou seja, suprir a capacidade de fornecimento de energia em momentos de pico de consumo, considerando que podemos ter, novamente, baixa nos reservatórios das hidrelétricas por menor volume de chuva.
Outras medidas incluem entrada em operação de térmicas antes do previsto para 2026 e preservação de recursos hídricos. Também são consideradas obras e ações para o segundo semestre, como a conclusão de quatro linhas de transmissão que serão entregues ainda em 2025.
O horário de verão foi extinto no governo Bolsonaro. A discussão volta a cada ano inclusive agora no governo Lula. O comércio quer, mas o retorno não é popular, pois há muita rejeição da população. Em tese, a decisão precisa ser tomada até agosto.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
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