
Apesar da adesão de outros Estados à proposta do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) de elevar a 20% o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para compras feitas em sites internacionais, o Rio Grande do Sul manterá a "taxa das blusinhas" em 17%, reafirmou a secretária Estadual da Fazenda, Pricilla Santana. A coluna perguntou à secretária durante entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, pois é sempre uma preocupação dos consumidores. Mas, principalmente, tem sido um pedido do comércio. Empresa querendo aumento de imposto? Sim, porque neste caso é para diminuir a competitividade do produto importado em relação ao vendido nas lojas daqui.
— Pela regra tributária vigente, o Estado não pode ir além da sua alíquota modal e os nossos comerciantes estão nos pedindo justamente que cobremos além dela. A exceção seria por meio de lei específica. Antes da enchente ainda, levamos esse debate à Assembleia e tivemos a posição de que não é de interesse da sociedade gaúcha qualquer tipo de elevação tributária — exemplificou.

Na ocasião em que o governo propôs o aumento da alíquota geral de ICMS, ainda em 2023, a maior parte dos empresários — salvo um grupo — foi contrária, o que fez o projeto de lei não avançar. Após a enchente, a suspensão da dívida com a União deu fôlego ao caixa público e adiou a necessidade.
— Uma alíquota modal majorada seria interessante para acentuar e acelerar esse processo de recuperação de sustentabilidade. Mas o governador Eduardo Leite fez questão de fechar comigo e foi muito claro: “Pri, não existe a menor hipótese. Nós já apresentamos à nossa Assembleia, que se manifestou, o povo gaúcho falou que não quer aumento de carga. Então, não posso atender a esse pleito dos comerciantes".
A “taxação das blusinhas” é polêmica. As compras de até US$ 50 pela internet por pessoas físicas começaram a pagar 20% de Imposto de Importação em julho de 2024. A taxa se somou à cobrança de 17% de ICMS pelos Estados desde julho de 2023. Agora, alguns elevaram o imposto estadual a 20%.
Ouça a entrevista completa:
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)



![- / AFP A smoke plume rises from an ongoing fire near Dubai International Airport in Dubai on March 16, 2026. Flights were gradually resuming at Dubai airport on March 16, previously the world's busiest for international flights, the airport operator said, after a "drone-related incident" sparked a fuel tank fire nearby, as Iran kept up its Gulf attacks. (Photo by AFP) / The erroneous mention[s] appearing in the metadata of this photo has been modified in AFP systems in the following manner: [BYLINE: -]. Please immediately remove the erroneous mention[s] from all your online services and delete it (them) from your servers. If you have been authorized by AFP to distribute it (them) to third parties, please ensure that the same actions are carried out by them. Failure to promptly comply with these instructions will entail liability on your part for any continued or post notification usage. Therefore we thank you very much for all your attention and prompt action. We are sorry for the inconvenience this notification may cause and remain at your disposal for any further information you may require.<!-- NICAID(16245841) -->](https://www.rbsdirect.com.br/filestore/6/9/5/5/2/9/5_b7a7491f035b830/5925596_38935db842f8b54.jpg?format=webp&h=270&w=406)
