
Foi homologada pela Justiça a proposta de R$ 46,2 milhões e, portanto, autorizada a venda dos dois principais prédios do complexo industrial da calçadista Paquetá em Sapiranga, no Vale do Sinos, que não tinham sido arrematados em leilão pelo valor de avaliação, de R$ 72,683 milhões. A compradora é a Alider Brasil Incorporações, de Flores da Cunha, na serra gaúcha. Doze empresas participaram da disputa para a venda direta dos imóveis, submetendo 65 lances no total. O Grupo K1 apresentou proposta direto nos autos.
A leiloeira Joyce Ribeiro alerta que a Alider pediu a liberação do imóvel em 90 dias. Como a empresa não é do setor calçadista, há pressa para vender o maquinário. O leilão destes itens, penhorados pela Justiça, está marcado para o dia 14, mas os lances já podem ser feitos pelo site.
Juntas, as duas edificações vendidas em Sapiranga somam 43 mil metros quadrados de área construída e quase 60 mil metros quadrados de terreno, localizado na Rua Vinte e Cinco de Julho, pegando os bairros Centro e São Jacó. O valor das vendas irá, principalmente, para pagar créditos trabalhistas.
Encerramento da produção
Atualmente, apenas uma pequena operação industrial da Paquetá funcionava em Sapiranga, com poucos empregados. As demais operações fabris, tanto aqui quanto no Nordeste, foram vendidas, cedidas ou encerradas. A empresa ficou em recuperação judicial por quatro anos.

Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: corte de produção na GM, marca de combustíveis da Malásia e lojas de milkshakes pelo RS
É assinante mas ainda não recebe a carta semanal exclusiva da Giane Guerra? Clique aqui e se inscreva.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
Leia aqui outras notícias da coluna





