Foi bem recebido pelos trabalhadores do comércio o projeto de lei que reajusta em 8% o salário mínimo regional no Rio Grande do Sul. Principalmente pelo governador Eduardo Leite ter protocolado com regime de urgência, comentou com a coluna o presidente da Federação dos Empregados no Comércio do Rio Grande do Sul (Fecosul), Guiomar Vidor.
O percentual fica abaixo dos 10,45% pleiteados pela entidade. Porém, está acima da inflação de 5,32% acumulada em 12 meses até abril pelo INPC, indicador oficial do IBGE usado nas negociações salariais.
- Mesmo que menor do que pedíamos, os 8% representam um avanço importante por parte do governo e repõem parte das perdas sofridas no último período - disse, ponderado, Vidor. - Agora, vamos articular junto aos deputados para aprovar a proposta.
A Fecosul entende que o reajuste deve ser retroativo a 1º de maio. Com o regime de urgência, o projeto trancará a pauta de votações da Assembleia Legislativa em 30 dias.
O piso regional incide sobre o salário de categorias que não têm acordos coletivos e a de trabalhadores informais. Também serve de base para o salário de alguns funcionários públicos estaduais, como servidores de escolas.
Como ficaria o piso regional com o reajuste
O salário mínimo regional é composto por cinco faixas, divididas de acordo com as características do trabalho. Veja abaixo como ficaria a remuneração de cada uma com o reajuste proposto.
Faixa 1: de R$ 1.656,51 para R$ 1.789,04
Agricultura, pecuária e pesca; indústria extrativa; empregados domésticos; turismo; construção civil; motoboys, etc.
Faixa 2: de R$ 1.694,66 para R$1.830,23
Indústria do vestuário, calçado, fiação e tecelagem; estabelecimentos de serviços de saúde; serviços de limpeza; hotéis; restaurantes e bares, etc.
Faixa 3: de R$ 1.733,10 para R$ 1.871,75
Indústrias de alimentos, móveis, química e farmacêutica; comércio em geral; armazéns, etc.
Faixa 4: de R$ 1.801,55 para R$ 1.945,67
Indústrias metalúrgicas, gráficas, de vidros e da borracha; condomínios residenciais; auxiliares em administração escolar; vigilantes, etc.
Faixa 5: de R$ 2.099,27 para R$ 2.267,21
Técnicos de nível médio.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br) Com Isadora Terra (isadora.terra@zerohora.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br) Leia aqui outras notícias da coluna





