Toda essa história começa no fim do ano passado, quando Dias Toffoli foi sorteado relator do caso Master. No dia seguinte, viajou a Lima para assistir à final da Libertadores em um jatinho particular ao lado de Augusto Arruda Botelho, advogado de um dos diretores investigados do banco.
Agora, a discussão chegou a Alexandre de Moraes, que alega o devido processo legal, e dentro dessa lógica, ele até tem razão. O surreal é o que acontece quando se olha para quem precisa decidir se a apuração pode avançar. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal, também aparece citado no material extraído do celular de Daniel Vorcaro.
Como é que a abertura de uma investigação pode depender de uma pessoa que está diretamente implicada no material que se pretende investigar?



