
Em poucas horas, um ditador brutal e fanfarrão foi capturado em sua fortaleza no meio da madrugada e levado de Caracas para responder por seus crimes em um tribunal de Nova York. Falo, claro, de Nicolás Maduro e do opressivo regime bolivariano perpetrado há 27 anos por Hugo Chávez. Quem lê esta coluna em ZH desde 2021, e não briga com os fatos, haverá de compreender que a fulminante operação deflagrada sábado passado por Donald Trump, sob a chancela da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, leva pavor a Lula, o brasileiro que fundou ao lado de Chávez e do ditador cubano Fidel Castro uma coalizão de regimes socialistas chamada Foro de São Paulo. Depois de catar Maduro e a mulher, Cilia Flores, que para muitos é a mentora política do ex-motorista de ônibus de Caracas, Trump já ameaça desmantelar, inclusive com o emprego de força militar, as facções do tráfico que operam desde a Colômbia e o México. Avisou, também, que a ditadura comunista inaugurada por Fidel há quase 70 anos, em Cuba, deve cair em breve. O foro de Lula e o delírio chavista da “Pátria Grande” latino-americana desmoronam.
Desfaz-se, também, a paz do lulopetismo, que, a la Chávez e Maduro, sequestrou as instituições brasileiras – Suprema Corte, Procuradoria-Geral da República e partes do Ministério Público, como as Procuradorias do Meio Ambiente, a intelligentsia universitária, setores influentes da imprensa tradicional e os barões do meio artístico-cultural. Maduro negociará um abrandamento de penas? Neste caso, o que dirá, por exemplo, sobre malas de dinheiro que ele, em pessoa, entregava no Palácio Miraflores para Mônica Moura, esposa de João Santana, o marqueteiro que Lula indicou a Chávez em 2011? Os detalhes estão na delação de Mônica à Operação Lava-Jato em 2017, peça fundamental para entender o envolvimento de próceres petistas com o esquema de financiamento ilegal de campanhas no Brasil e na região. O STF invalidou as provas da Operação Lava-Jato – mas não tem o condão de apagar a história. Especialmente se o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tiver perguntas a fazer, em sua jornada para desbaratar o Foro de São Paulo.
É primavera, politicamente falando, na América Latina. As comoventes imagens de prisioneiros políticos venezuelanos deixando as masmorras de Maduro sinalizam claramente a direção dos ventos que sopram de Washington. No Brasil, ainda será preciso esperar um pouco até que, enfim, sejam libertadas as centenas de presos políticos que o regime PT-STF continua a encarcerar. Por enquanto, a festa é do crime organizado, com a decisão de Lula de proteger PCC e Comando Vermelho do carimbo que Trump tenta lhes dar – a de organizações narcoterroristas.
Mas, como toda festa, tem hora para acabar. E tempo Trump tem. Mais três anos.




