
A nova direção do Grêmio chegou na tarde de quinta-feira (5) ao valor de R$ 100 milhões em dívidas pagas em cerca de dois meses. Esta quantia inclui pagamentos mais urgentes com jogadores, fornecedores e outros tipos de dívidas de curto prazo.
Para conseguir viabilizar esta operação o clube contou com o dinheiro da venda de Alysson, premiação da Globo, entrada da Ingresse (nova ticketeira), novos patrocínios e novos empréstimos com condições melhores do que os anteriores.
A avaliação interna do Grêmio é de que o ano de 2026 será muito difícil com as dívidas de curto prazo que ainda precisam ser quitadas ao longo da temporada. Uma das fontes de receita para conseguir pagar as próximas dívidas é a negociação encaminhada com a Libra para receber R$73 milhões por 5% dos direitos de TV pelos próximos 14 anos.
Ao contrário do que aconteceu com outros clubes do futebol brasileiro, o Grêmio vê vantagem no seu acordo, pois não acertou um valor fixo. Se a quantia subir para a próxima renovação de contrato com as emissoras de TV, o clube terá também um acréscimo no valor a ser recebido. A questão é tratada como uma antecipação de recebíveis, algo como ocorre quando se busca o adiantamento de cotas de TV.
O dinheiro da Libra não será utilizado para contratar jogadores. O valor para as chegadas dos argentinos Leonel Pérez e Nardoni está sendo viabilizado por um investidor que costuma auxiliar o clube. Parte da quantia com necessidade imediata será repassada para Racing e Huracán, e o investidor receberá em 2027 o que colocou agora apenas com correção da inflação.
A convicção do Grêmio é de que após o pagamento de todas as dívidas de curto prazo neste ano, a situação será bem mais tranquila do ponto de vista financeiro em 2027.




