
Inconformado por perder diversos jogadores de graça, o Shakhtar Donetsk resolveu agir, e está pedindo um ressarcimento de 50 milhões de euros (R$ 272 milhões). O clube da Ucrânia entrou com ação no TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) cobrando que a Fifa pague esta quantia.
O motivo da ação tem origem na regra da entidade que permite a suspensão dos contratos, por causa da guerra, dos jogadores que atuam na Ucrânia e na Rússia. Em um primeiro momento, a suspensão foi de três meses, e agora prorrogada por mais um ano. Na prática, isto significa que todos os atletas que atuam nos dois países podem interromper seus contratos, sem necessidade de pagamento ao clube, até junho de 2023.
No texto do documento enviado ao tribunal, o Shakhtar utiliza diversos exemplos de jogadores que o clube perdeu. Vitão, que está no Inter, aproveitou a regra da Fifa, e ficará até junho de 2023 no Beira-Rio, sem necessidade de pagamento pelo empréstimo.
Tetê, ex-Grêmio, assinou com o Lyon até junho de 2023. No caso dele, após o final do vínculo na França, só terá mais seis meses de contrato no Shakhtar. Isto significa que o atacante vai sair de graça em dezembro de 2023. O clube da Ucrânia alega que tinha negociações para a venda na casa de 23 milhões de euros (R$ 125 milhões). E este dinheiro será perdido.
Ouro caso é o de Vinícius Tobias, lateral revelado pelo Inter, que teve a saída facilitada para o Real Madrid. No caso dele, o empréstimo é com opção de compra. Mas, sem a regra da Fifa, o jogador teria permanecido na Ucrânia.
Estes são apenas três exemplos, mas existem outros, como o atacante israelense Manor Solomon, que foi de graça para o Fulham, da Inglaterra. Agora o Shakhtar bateu na porta da Fifa e quer cobrar esta conta.


