
A arbitragem cometeu um erro na derrota do Inter por 3 a 2 contra o Santos, no Beira-Rio. O pênalti marcado para a equipe colorada não aconteceu.
Foi um contato normal de jogo. Miguelito e Vitinho estão correndo, os dois se encostam e o jogador do Inter cai. Não vejo uma ação do jogador do Santos que justifique a falta. É disputa de futebol.
O mais curioso é que o VAR interferiu. Pelo critério que vem sendo usado no Brasileirão, com poucas interferências em lances interpretativos, eu não chamaria. O árbitro estava bem colocado, viu o contato e marcou. Wagner Reway chamou para a revisão e, mesmo depois de ir ao monitor, Alex Gomes Stefano manteve a decisão.
Pra mim, não foi pênalti. Mas também não era lance para o VAR interferir. E aí fica a dúvida sobre o critério usado para as revisões.
A outra interferência aconteceu no início do jogo. E essa foi bem mais difícil.
Matheus Bahia começa a puxar Gabigol fora da área e continua dentro. Nesse caso, a regra determina a marcação do pênalti. Decisão correta.
A discussão maior está no cartão. O amarelo foi mostrado inicialmente, mas o VAR chamou e o árbitro mudou para vermelho. A interpretação foi de que Matheus Bahia impediu uma chance clara de gol sem tentar disputar a bola.
Já vimos lances parecidos em que o contato com a mão ou no ombro foi entendido como parte da disputa e o amarelo foi mantido.
Mas compreendo a decisão. Por ser um puxão por trás, a arbitragem entendeu que Matheus Bahia não tinha possibilidade de jogar a bola. Nesse caso, mesmo com o pênalti marcado, o cartão é vermelho.
Resumindo: pênalti para o Santos, correto. Expulsão de Matheus Bahia, discutível, mas aceitável. Pênalti para o Inter, não marcaria. Esse foi o erro da arbitragem no Beira-Rio.
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