Quando soube que viria para Los Angeles para a cobertura da Copa do Mundo de 2026 pelo Grupo RBS, uma das primeiras coisas que fiz foi procurar personagens que pudessem render boas histórias além das quatro linhas. Entre mensagens enviadas por WhatsApp e contatos feitos por e-mail, um dos nomes que apareceu na lista foi o de Larissa Riquelme.
Símbolo da Copa do Mundo de 2010, a paraguaia se transformou em uma das figuras mais conhecidas daquele torneio. Sua imagem ganhou o mundo e a tornou uma celebridade internacional justamente quando os memes começavam a ganhar força nas redes sociais.

Depois de alguns dias tentando encaixar agendas, a entrevista finalmente aconteceu nesta quinta-feira, em Los Angeles, durante o Sala de Redação. E foi ali que surgiu uma revelação curiosa.
Apesar de ter se tornado um dos rostos mais conhecidos da Copa da África do Sul, Larissa nunca esteve naquele Mundial.
A Copa de 2026 é a primeira que ela acompanha presencialmente. Mais do que isso, é a primeira vez que trabalha credenciada em uma Copa do Mundo.
— De torcedora aficcionada a jornalista esportiva credenciada pela Fifa. É mais do que um sonho, é um feito para a minha carreira. Sonhei a vida inteira com isso, e sou o retrato vivo de que é possível.
Ao ser questionada sobre o que a Larissa de 2026 diria para a Larissa de 2010, a resposta resumiu o momento que está vivendo:
— Nós conseguimos, menina! Conseguimos! Os sonhos estão aí para ser realizados.
O simbolismo fica ainda maior porque o Paraguai está de volta ao Mundial justamente após 16 anos de ausência. A última participação havia sido em 2010, a mesma Copa que transformou Larissa em uma personalidade conhecida mundialmente.

Otimismo com o Paraguai
Empolgada com o retorno da seleção paraguaia, ela elogiou o trabalho do técnico Gustavo Alfaro e destacou a recuperação da identidade da equipe.
— Creio que o Paraguai tem feito um bom futebol durante estas eliminatórias. Chegou um técnico que devolveu a identidade à minha querida seleção paraguaia.
Larissa evitou apontar um jogador como principal destaque da equipe. Para ela, a força do Paraguai está justamente no coletivo construído por Alfaro.
Nesta sexta-feira, o Paraguai terá seu primeiro grande teste. A seleção enfrenta os Estados Unidos no jogo de abertura do país anfitrião nesta Copa do Mundo.
A coincidência é daquelas que o futebol gosta de produzir. A mulher que se tornou um dos símbolos da última Copa disputada pelo Paraguai está vivendo sua primeira Copa do Mundo justamente no retorno da seleção paraguaia ao torneio. Desta vez, não como personagem da história, mas como jornalista credenciada para contá-la.





