
A decisão do Gauchão no Beira-Rio foi um jogo de enorme tensão. Tudo o que aconteceu no primeiro jogo foi debatido durante a semana e aumentou a pressão sobre a arbitragem liderada pelo árbitro Fifa Rafael Klein.
Não era uma partida simples de conduzir. O Inter entrou muito pilhado, com disputas acima do tom e excesso de vontade, o que dificultou o controle disciplinar especialmente no início do jogo.
Mas o principal problema da arbitragem ao longo dos 90 minutos não foi um lance específico. Foi a falta de coerência.
Pênalti desmarcado
O primeiro ponto é o pênalti inicialmente marcado para o Inter em Alan Patrick. Para mim, Rafael Klein acertou na decisão de campo.
O camisa 10 do Inter chega para disputar a bola e acaba desequilibrado após o contato com Monsalve, que até toca na bola, mas faz uma carga corporal. Na sequência, Gustavo Martins entra com imprudência e termina de derrubar um jogador que já estava desequilibrado.
É um lance de alto grau interpretativo. Por isso, na minha avaliação, o VAR não deveria ter interferido. Klein estava bem posicionado e convicto na decisão.
Ao longo do campeonato, decisões de campo em lances interpretativos vinham sendo respeitadas, com intervenção apenas em caso de erro claro e evidente.
Além disso, o jogo vinha sendo marcado por muitas faltas em disputas físicas. Alterar a decisão nesse contexto quebra a coerência do critério adotado na partida.
Pênalti e expulsão
O segundo momento aparece na revisão do lance em que Wagner Leonardo acerta o rosto de Borré dentro da área.
A interferência do VAR foi correta. Klein não vê o lance, é chamado ao monitor por Marcello Neto e marca o pênalti para o Inter.
O problema está na expulsão de Wagner Leonardo. Não vejo agressão ou conduta violenta. É uma ação temerária que acerta o rosto do adversário e gera o pênalti, mas o enquadramento disciplinar, para mim, seria de cartão amarelo.
A incoerência aparece quando se lembra que, no início do jogo, já com a bola parada, Ronaldo deixou o braço na altura do peito de Amuzu em um lance de maior intensidade e recebeu apenas cartão amarelo.
Por isso, na minha avaliação, o principal erro da arbitragem no Gre-Nal 451 foi a falta de coerência. Quando o critério oscila, a condução do jogo se torna mais difícil e as decisões passam a gerar mais dúvida dentro de campo em um jogo que já era tenso por si só.
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