
Lucas Horn teve uma estreia de alto grau de dificuldade em clássicos. Apitou um jogo intenso, com muita tensão e pressão constante dos dois lados. Um Gre-Nal movimentado, com muitos gols, que terminou com vitória do Inter por 4 a 2.
O primeiro ponto a ser destacado é claro. Não é possível afirmar que a vitória do colorada teve interferência da arbitragem. Mesmo com lances discutíveis e interpretações que podem gerar discordância, o placar construído em campo não foi decisivamente alterado pelas decisões tomadas.
Houve dois pênaltis reclamados pelo Inter. O primeiro aconteceu quando o jogo estava 1 a 0 para o Grêmio, no lance que originou o escanteio do gol de empate. Após cruzamento para a área, Thiaguinho tenta o bloqueio e acaba tocando a bola com o braço em posição natural, atrás do corpo. O toque é acidental e a arbitragem acerta ao mandar seguir. O VAR, comandado por Jean Pierre Lima, respeitou a decisão de campo.
O segundo lance ocorreu no segundo tempo, com o placar ainda em 1 a 1. Carbonero entra na área e é empurrado por Arthur, que usa as duas mãos nas costas do adversário, sem disputa pela bola. Há valorização do contato, mas, na minha interpretação, houve pênalti para o Inter. Lucas Horn, bem posicionado, entendeu de forma diferente e mandou o jogo seguir. O VAR novamente não interferiu.
Quando o jogo estava 2 a 2, o terceiro gol do Inter também gerou reclamação. Na origem da jogada, Vitinho disputa com Marlon e, para mim, usa o braço e faz a carga sobre o adversário. A arbitragem deixou o jogo seguir, a jogada continuou e resultou no gol de Borré. O VAR, mais uma vez, manteve a decisão de campo.
Esses lances refletem o critério adotado por Lucas Horn ao longo de toda a partida. Ele permitiu o contato físico e a disputa, assumindo o risco de intervir menos. É um critério discutível, mas que foi mantido do início ao fim. Se não marcou o pênalti, também não marcou a falta na origem do gol, mantendo coerência nas decisões.
No aspecto disciplinar, mesmo com momentos de tensão, o árbitro não perdeu o controle do jogo. Os assistentes tiveram boa atuação ao longo dos 90 minutos.
Diante da dificuldade do clássico, da pressão e do fator estreia, a arbitragem respondeu bem. Ainda que existam lances em que a interpretação possa divergir, Lucas Horn sustentou seu critério, conduziu o jogo com personalidade e teve uma boa estreia em Gre-Nais.
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