O empate em 2 a 2 entre Inter e Bahia no Beira-Rio ficou marcado por um lance polêmico. Falo do gol anulado de Carbonero após a intervenção do VAR, comandado por Caio Max Augusto Vieira, quando o jogo ainda estava zero a zero.
A jogada foi invalidada porque o árbitro Lucas Paulo Torezin considerou faltosa a ação de Mercado na origem da jogada.
O ponto central é a forma como a decisão foi tomada. Torezin estava muito bem posicionado, com visão aberta e condições plenas de interpretar o lance.
Não se trata de um erro evidente, daqueles que não geram discussão. Foi um contato típico de disputa, que pode ser interpretado de maneiras diferentes, e justamente por isso a decisão de campo deveria prevalecer.
Há também uma questão de coerência. Se o árbitro adota um critério mais permissivo ao contato, precisa sustentá-lo durante toda a partida. Se prefere marcar mais faltas, que mantenha essa linha do início ao fim.
Em resumo, havia margem para interpretação e o árbitro tinha totais condições de decidir no campo. Para mim, o gol do Inter deveria ter sido confirmado. Houve erro ao anular o lance.







